Andrea Queiroz Rego

Carioquíssima, como ela mesmo se define, a arquiteta, urbanista e professora, Andrea Queiroz Rego, diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é uma das profissionais que não escondem a emoção ao se referir ao Rio de Janeiro e suas belezas. Nascida e criada na Cidade Maravilhosa, ela conta ter crescido vivendo a experiência de “vários Rios”. Todos recheados de boas memórias, em sua maioria.

– O Rio é a minha casa, meu lar. Sei que há vários Rios no Rio e não conheço igualmente todos, mas isto é uma característica de quem vive numa metrópole tão complexa. Posso dizer que sou da Zona Sul, pois vivi minha infância no Flamengo, Leme e Botafogo. A adolescência foi na Gávea e Lagoa. A fase adulta, além da Lagoa, São Conrado -, conta.

De acordo com Andrea, a vivência e as memórias dessas regiões são riquíssimas e inesquecíveis.

– Mas também amo outras localidades do Rio, como o Fundão, a Urca, o Jardim Botânico, a Tijuca. Algumas são maravilhosas, outras boas e outras nem tanto. Na verdade, não saberia dizer o que mais me encanta no Rio: sua paisagem verde e azul; a diversidade; a luz; as águas, enfim -, detalha Andrea.

A arquiteta, que também é professora do Programa de Pós-graduação em Arquitetura (PROARQ) e integra o Departamento de Urbanismo e Meio Ambiente (DPUR) da UFRJ, se diz feliz por ter atuado, em algumas oportunidades profissionais, em projetos de espaços urbanos cariocas.

– Na reflexão teórica-acadêmica sobre tais espaços e também na discussão da prática profissional, no âmbito do Conselho de Arquitetura e Urbanismo. Infelizmente, a arquitetura e o urbanismo sempre tiveram um viés elitista, para o alcance de poucos, tanto para os espaços edificados e privados, quanto para os espaços públicos urbanos. Isto ocorre não só no nosso país, mas no mundo. Contudo, aqui mais que em outros lugares, é fundamental que a prática e a reflexão seja ampliada – defende.

Andrea diz não ter ainda muita clareza das transformações arquitetônicas e urbanísticas que poderão surgir em todo o planeta, como fruto da atual pandemia da Covid-19.

– Acho muito cedo para apostas. De todo modo, acredito que as reflexões e críticas se debruçarão mais sobre o espaço habitacional, vivido e explorado no limite de sua capacidade de reinvenção neste momento -, opina.

Lugares preferidos de Andrea Queiroz Rego no Rio

Jardim Botânico. Foto: Alexandre Macieira/ Riotur

Jardim Botânico – Pelas belezas naturais, monumentos de valores históricos, artísticos e arqueológicos ímpares que a instituição abriga.

Urca. Foto: Alexandre Macieira/ Riotur

Urca – Um dos paraísos da cidade. Lugar ideal para relaxar e curtir, com a família e amigos, um dos visuais mais lindos da Capital, especialmente nos fins de tarde.

Lagoa Rodrigo de Freitas. Foto: Alexandre Macieira/ Riotur

Lagoa – Suas águas calmas produzem um belo cenário para a prática de esportes náuticos. Ao longo dos seus 8 quilômetros de extensão de seu entorno, ciclistas completam a paisagem.

Fundão. Foto: Hudson Pontes/ Prefeitura do Rio

Fundão – No bairro estão a reitoria e a maioria das unidades UFRJ, que ocupam uma área superior a cinco milhões de metros quadrados. Uma ilha, literalmente, de saberes, de conhecimentos.

Tijuca – Praça Saens Peña. Foto: Hudson Pontes/ Prefeitura do Rio

Tijuca – Além de abrigar uma dos maiores florestas urbanas do país, suas praças são pontos tradicionais de encontros de cariocas e turistas, como a Saens Peña e a Xavier de Brito, popularmente chamada de Praça dos Cavalinhos.